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Quem controla a sua vida?

Li por esses dias uma interessante crônica do meu amigo consultor Astênio Araújo, um caicoense dos mais competentes no mundo dos negócios. De forma leve e inteligente ele narra a história de Jonas, um jovem executivo que se deixou dominar pela raiva ao discutir com um colega de empresa. Passada a cena, seu chefe o chama de lado e o questiona: "com quem está seu controle remoto?". Jonas não entende a pergunta... seu chefe continua:

- Todos nós temos um controle remoto. Sabe aqueles adestradores de cachorro, que ficam falando: "deita", "rola", "pula" e o cachorro fica obedecendo? Pois bem, temos nosso controle remoto. Podemos apertar os botões: "tranquilo", "irritado", "alegre", "descontrolado", e assim por diante. Não há nada de errado com isto. O problema é quando o nosso controle remoto não está em nossas mãos. Quando está nas mãos de outra pessoa e é ela quem escolhe os botões que quer apertar.

Este reflexivo texto trouxe-me a clareza de como muitas vezes eu delego o controle das minhas emoções e reações para outros. Tenho melhorado, mas não raro me vejo "entregando" meu controle remoto a outra pessoa. E você?

Este texto de Astênio me remeteu a outro competente consultor, o psicólogo americano Julian Rotter. Conhecido por formular a Teoria da Aprendizagem Social nos idos de 1950, outra de suas contribuições - e uma das maiores na área do comportamento humano - foi sua classificação unidirecional de causalidade (de interna para externa) que chamou de Lócus (do latim locus, lugar ou localização) de Controle.

O Lócus de Controle Interno refere-se à disposição da pessoa em atribuir a si e a seus esforços as causas de seus sucessos e fracassos. Nos estudos sobre empreendedorismo, depois da necessidade de realização, o Lócus de Controle Interno é o traço comportamental mais forte nas pessoas vitoriosas.

Chamar para si a responsabilidade pelas soluções da própria vida é antes de tudo valorizar o seu esforço pessoal e a sua competência, o que redunda no fato de que quem tem o Lócus Interno tem autoconfiança e independência na medida correta.

O caminho contrário também é válido: se reconheço minha responsabilidade nos momentos que falho, posso aprender com o erro e agir em prol de novos resultados positivos. Porém não se trata de autoflagelo ou coisa parecida: é reconhecer meus erros como primeiro passo para o meu novo caminho em busca do meu sucesso.

Já o Lócus de Controle Externo refere-se àquelas pessoas que acreditam que seus resultados não dependem dos seus esforços, mas sim da sorte ou do azar, ou de outros poderosos, ou do destino, etc. Estas pessoas não conseguem valorizar nem seus ganhos nem aprender com suas quedas, posto sempre a culpa ser do outro ou do destino...

Mas, afinal, o que é destino? Alguns chegam a afirmar que sorte ou azar não existem, pois se tudo na vida é resultado das minhas decisões e ações, mesmo quando algo foge do meu desejo eu fiz algo para gerar aquele resultado. Lógico, não? A grande questão é o que fazer deste aprendizado! Como eu sou um homem de fé, costumo dizer "faça sua parte que Deus faz o resto!". Mas aí é que a coisa pega! Terá você feito sua parte?

O que você quer conquistar na sua vida? Respondendo a esta pergunta você pode verdadeiramente descobrir seu potencial, motivar-se pela vibração advinda do obter algo ou ainda garantir saúde financeira, profissional, intelectual, e, por que não dizer?, saúde física (menos stress, menos depressão, menos doenças...).

Já parou para pensar no que o faz sentir verdadeiramente vivo? O que o faz sentir bem? Descobrir isto sabendo e reconhecendo seu papel de personagem principal de sua vida pode trazer resultados fantásticos para seu mundo. Pense nisso. Bom trabalho! Sucesso!

Semio Timeni Segundo é Mestre em Administração, Consultor Empresarial e Coach Este artigo foi publicado originalmente no Jornal Tribuna do Norte no dia 13 de Novembro de 2011. Semio escreve aos domingos a cada 15 dias.

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